A noite começava e parecia uma noite qualquer.. ela olha pra janela, e a chuva caía sobre a janela, ela olhava cada gota caindo e pensava como queria que as gotas que caiam, levasse sua tristeza pra bem longe, mas sabia que era impossível! Ela não sabia como juntar as partes do seu coração, como colar cada pedaço, ela não sabia como sair daquele sufoco, da solidão, do desânimo; ela tinha até pensado em suicídio como opção mas não sabia como acabar com sua própria vida. Cada dia era uma luta, para poder suportar tudo, ela não sabia como se erguer sozinha, e parecia que a felicidade nunca iria encontrá-la. Ela lutava com suas lágrimas e seu medo.. ela ia ao banheiro e chorava de soluçar, desesperadamente; ela gritava, e ninguém a ouvia! ela estaria morta, por isso ninguém a ouvisse? estaria morta emocinalmente ou corporalmente? ela não sabia. na escola, ela sorria, um sorriso falso, ela não queria contar a verdade. as vezes ela chorava, a tristeza era muita, mas ela nunca contava como se sentia; o motivo das lágrimas, ela acha que ninguém a entenderia.. Ela implorava a Deus uma solução, qualquer uma, para que ela saísse do buraco em que estava, ou pensava que estava, o buraco parecia ser fundo, fundo demais, e no final, ele não tinha saída. Era escuro e frio. Os pais a levaram em médicos, psicólogos, tomava anti depressivos, mas nada parecia resolver.. Tudo o que ela queria era amor, amor de verdade.. o tempo passava e ela se sentia sem valor, mais uma entre toda a multidão; no qual todos passavam por ela, e ninguém a via, aliás, a viam, mas só por fora. As noites no quarto pareciam uma noite de tortura.. ela não conseguia dormir, nem comer.; emagrecia a cada minuto, e não se importava. Ela se sentia presa a uma estória, sempre. ela não conseguia esquecê-la, ou talver não quisesse, por ter se acostumado a sofrer. ela não sabia. Quando ela achava que estava melhorando, vinha algo ruim a tona, e a jogana no buraco fundo, frio e escuro novamente.. era sempre um choque de realidade! ela não aguentava mais.. ela quebrava as coisas, ela xingava a todos, ela não era a doce menina de antes, ela tinha se revoltado contra tudo e todos. ela não sabia como voltar a ser doce como antes. ela não saía mais de casa. ela se isolava no quarto, não falava com mais ninguém, passava o dia chorando ou dormindo. ela não queria pensar naquela situação, estava desgastada demais, dolorida demais. O tempo foi passando, e tudo parecia o mesmo. meses passaram, e a dor continuava a mesma, ela já não conseguia ocultar mais, ela não conseguia sorrir falsamente.. ela não conseguia negar a tristeza, fingir que estava tudo bem, até que ela descobriu como acabar com a própria vida.. ela tomou 12 comprimidos, porque doze era seu número da sorte, e ela achava que iria encontrar o paraíso, e sair daquela estória horrível, que ela não queria pra ela.. com esses 12 comprimidos, ela achou a sorte. lá ela não sentia dor, tristeza, desprezo, apenas alívio e alegria.
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